A Vale (VALE3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 nesta terça-feira (28), após o fechamento do mercado. A mineradora registrou lucro líquido de US$ 1,893 bilhão, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo crescimento do Ebitda proforma e pela ausência de efeitos tributários relacionados ao desinvestimento de ativos de energia. O Ebitda proforma atingiu US$ 3,89 bilhões, com margem de 42%, enquanto a receita líquida somou US$ 9,25 bilhões, alta de 14% anual.
O CEO Gustavo Pimenta destacou um início de ano sólido, com recordes de produção em múltiplos ativos, refletindo excelência operacional e maior flexibilidade do portfólio. A empresa manteve foco em eficiência de custos e na descaracterização de barragens, com redução de 80% desde 2020. O fluxo de caixa livre avançou para US$ 813 milhões, e os investimentos em projetos de crescimento totalizaram US$ 182 milhões. A dívida líquida expandida subiu para US$ 17,8 bilhões, impactada pelo pagamento de dividendos.
O preço médio realizado do minério de ferro foi de US$ 95,8/t, com prêmios maiores. A Vale Base Metals (VBM) teve Ebitda proforma de US$ 1,2 bilhão, alta de 116%, impulsionado por cobre e níquel. Os custos all-in do cobre ficaram negativos em US$ 642/t, enquanto os do níquel caíram 48% anual.
Perspectiva de Mercado
Para as ações da Vale (VALE3), a perspectiva de curto prazo parece positiva, impulsionada pelo forte desempenho operacional e pela demanda aquecida por minério de ferro e metais básicos. No entanto, a volatilidade dos preços das commodities e a apreciação do real podem limitar ganhos adicionais. O mercado deve monitorar a evolução dos custos e a execução dos projetos de crescimento.
Fonte: InfoMoney
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