O imposto seletivo, apelidado de ‘imposto do pecado’, começa a vigorar em 2027 com o objetivo de desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros, veículos poluentes, extração de minerais, loterias e apostas. O Ministério da Fazenda reforçou o interesse na implementação, destacando o efeito regulatório. A regulamentação ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, e o governo promete enviar a proposta até o fim deste ano. Estudos citados mostram que o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões ao SUS em 2019, enquanto o tabagismo gera gastos anuais de R$ 153,5 bilhões. Já as bebidas açucaradas custam quase R$ 3 bilhões ao sistema de saúde. As alíquotas ainda não foram definidas, mas representantes dos setores alertam para possíveis impactos negativos, como aumento de preços, estímulo ao mercado ilegal e perda de empregos. A indústria da cachaça, por exemplo, já enfrenta carga tributária superior a 80% do preço final.

Perspectiva de Mercado

O mercado financeiro deve reagir com cautela ao anúncio do imposto seletivo. O Nasdaq Composite pode enfrentar volatilidade devido a incertezas sobre o impacto em setores como tecnologia e consumo. O ouro, como ativo de refúgio, pode se valorizar moderadamente. O Bitcoin, por sua vez, pode oscilar com a aversão ao risco, mas sem tendência clara no curto prazo.


Fonte: G1 Economia

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