A Vale (VALE3) divulga seu balanço do primeiro trimestre de 2026 nesta terça-feira (28), após o fechamento do mercado. Os dados operacionais recentes, que superaram as expectativas em produção e embarques de todos os metais, levaram analistas a revisar para cima as projeções. A Genial elevou sua estimativa de lucro líquido para US$ 2,9 bilhões, alta de 105% na comparação anual, e o Ebitda proforma para US$ 4,1 bilhões, 2,6% acima do previsto anteriormente. A receita líquida esperada é de US$ 9,4 bilhões, crescimento de 15% ano a ano.

O Bradesco BBI projeta Ebitda de US$ 3,9 bilhões, impulsionado pelo aumento da produção de minério de ferro em Capanema e Vargem Grande, parcialmente compensado por paralisações e chuvas. Os custos C1 devem subir US$ 3/tonelada, para US$ 24, devido à valorização do real e à desconsolidação da Aliança Energia. Para os metais básicos, o BBI estima Ebitda de US$ 1,2 bilhão, com destaque para o cobre, que pode gerar US$ 946 milhões (+14% a/a), enquanto o níquel deve cair 10% no trimestre.

Perspectiva de Mercado

Para as ações da Vale (VALE3), a perspectiva de curto prazo é de leve alta, impulsionada pelos sólidos resultados operacionais e revisões positivas de lucro. No entanto, o aumento dos custos e a volatilidade do minério de ferro podem limitar ganhos. O papel parece propenso a oscilar entre estabilidade e valorização moderada.


Fonte: InfoMoney

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