O presidente dos EUA, Donald Trump, deve assinar decretos nesta segunda-feira para aumentar as importações de carne bovina e estimular a recomposição do rebanho americano, que atingiu o menor nível em 75 anos. A medida, segundo a Casa Branca, visa conter a alta dos preços da carne, que subiu 12,1% em abril na comparação anual. O jornal The Wall Street Journal informou que Trump deve suspender temporariamente as cotas tarifárias para a carne bovina, permitindo maior entrada do produto com tarifas reduzidas. Além disso, o governo deve ampliar o crédito para pecuaristas e reduzir proteções a lobos que atacam rebanhos.
As expectativas de aumento das importações de carne brasileira movimentaram o mercado após a reunião de Trump com o presidente Lula na semana passada. A maior oferta de carne do Brasil pode ajudar a conter os preços ao consumidor americano, beneficiando exportadores brasileiros. O rebanho bovino dos EUA encolheu devido a uma seca prolongada e à suspensão de importações de gado mexicano por preocupações sanitárias. Com a baixa oferta, frigoríficos como JBS e Tyson Foods fecharam unidades. O Departamento de Agricultura dos EUA projeta importações recordes de carne bovina em 2026.
Os decretos ocorrem em meio à insatisfação dos eleitores, com a desaprovação de Trump em 62%, segundo pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos. A inflação persistente, especialmente da carne, é um tema central antes das eleições de meio de mandato.
Perspectiva de Mercado
O Nasdaq Composite pode enfrentar volatilidade com a incerteza sobre tarifas e inflação, mas sinais de alívio nos preços da carne podem apoiar o sentimento. O ouro tende a se manter como porto seguro diante de tensões geopolíticas e dados econômicos mistos. O Bitcoin parece propenso a oscilações, com investidores monitorando políticas monetárias e regulatórias.
Fonte: G1 Economia
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